quinta-feira, 28 de maio de 2015

Embate jurídico contra Multinacional.



Embate jurídico contra Multinacional!



No ano de 2010, no mês de julho, comprei uma moto Johnny, 150 cc, num supermercado que pertence a uma rede multinacional.


Meu ‘calvário’ se iniciou  ao me dirigir ao  Detran-RN para fazer o  primeiro ‘emplacamento’ da referida moto.


Ao iniciar o processo no Detran-RN, o funcionário me  informou que o referido veículo não estava cadastrado no ‘sistema’ [depois de muita pesquisa descobri que o tal ‘sistema’ se tratava de um poderoso computador que fica no Estado de São Paulo no  qual são inseridos os dados dos  veículos automotores pelos fabricantes, aqui no Brasil, e/ou pelos compradores/importadores de veículos  internacionais conforme o  artigo 120 do Código de Trânsito Brasileiro].


Fiquei num ‘ping  pong’ entre Detran/supermercado  até o mês de novembro daquele ano quando resolvi recorrer ao judiciário especial para resolver o conflito.


Como se tratava de uma causa de valor inferior a 20 salários mínimos, então entrei pessoalmente com a petição junto ao Juizado Especial aqui em Natal, RN.


Muito bem. Não fui feliz neste pleito em função de ter produzido uma peça jurídica totalmente ‘sem pé nem cabeça’ e, como era esperado, o juiz mandou arquivar o processo.

Ok.  No final do ano de 2012, mês de dezembro, voltei ao judiciário com uma nova petição, agora mais fundamentada, invocando os artigos competentes do Código Civil, do Código de Defesa do Consumidor e do Código de Trânsito Brasileiro. O que foi que eu fiz? Ora bolas! O que todo advogado, juiz, enfim, todos do judiciário fazem para resolver as questões jurídicas: li, estudei, busquei a forma mais adequada de direcionar a petição com as competentes provas materiais [documentação relativa ao pleito].


Na audiência de conciliação [uma audiência que acontece entre as partes fim resolver o conflito sem necessidade da intervenção do mediador, o juiz] já no primeiro semestre de 2013, não foi possível se chegar a um acordo de modos que foi marcada uma audiência com o juiz fim resolver o conflito.


No dia da audiência com o magistrado, havia três  advogados  [dois homens e uma mulher!] para defender a ré, o juiz e eu sozinho com meus parcos conhecimentos jurídicos!


Após o magistrado abrir os trabalhos perguntou às partes se havia algo a ser debatido sobre o processo.  A defesa da ré não se manifestou porém, de pronto, me manifestei para protestar em função de que a defesa da ré  havia  inserido uma tréplica um dia antes da audiência, portanto, totalmente fora do prazo legal para  tal. Foi aí que percebi certa ‘cumplicidade’ entre o magistrado e os advogados da ré, pois, antes de terminar o meu protesto, a mulher, um dos advogados de defesa da ré, se manifestou ao magistrado falando de um ‘certo acordo para aqueles casos’, por sua vez, o magistrado solicitou que ela se calasse e após o registro deste ‘mal estar’, o juiz encerrou os trabalhos informando que naquela tarde iria dá a sentença do processo.


Na sentença, o magistrado me deu ganho de causa, mandando a ré me indenizar certa quantia por danos morais, etc.


É isso aí!



Adsumus!

domingo, 24 de maio de 2015

O rádio RT-524!



O rádio RT-524.
Após o estágio de aplicação do Curso de Subespecialização em Eletrônica, estágio realizado no Centro de Reparos e Suprimentos Especiais do CFN, conhecido como CRESUMAR, fui designado para trabalhar com  o então 1ºSargento Walcides, especialista na família dos equipamentos rádio de comunicação, cujo elemento básico desta família era o RT-524.

O então 1º Sargento Walcides [veio a ser promovido a suboficial alguns meses depois que iniciamos nosso convívio profissional], foi me passando alguns ‘macetes’ para facilitar os trabalhos de manutenção do RT-524. O Walcides era um homem muito calmo, paciente, me deixava a vontade para que pudesse desenvolver as atividades de manutenção dos equipamentos que iam chegando na oficina para correção de algum problema. Quando havia uma situação que eu não conseguia resolver, ele me chamava:

- “Gato” [ gato Felix era meu apelido na Divisão de Eletrônica, apelido dado pelo então 1ºSargento CN Medeiros, apelidado de ‘Macarrão’! Gente boa o ‘Macarra’! KKKKK!], ... e me explicava como resolver aquele problema.

Tornei-me um ‘especialista’ em RT524! Com o “Barca” [o Walcides tinha o apelido de “Barca”.  Não sei a origem deste apelido!] passando para reserva remunerada, passei a ser o ‘dono’ dos 524! KKKKKK!!!

O RT-524 pertencia à faixa de frequência de VHF [very high frequency], operando na faixa de 30 a 75 MHz [mega hertz], FM [frequência modulada], emissão tipo F3 [fonia em freqüência modulada - FM], sensibilidade do receptor 0.5 microvolts, potência do transmissor 60 watts, espaçamento entre canais de 50 kHz [kilo hertz], desvio de frequência 15 kHz.

O equipamento era ‘híbrido’! Uma parte valvulada e outra transistorizada! A sintonia dos seus circuitos, tanto do transmissor quanto do receptor, era eletromecânica, o que exigia do técnico muita perícia, paciência e conhecimento do equipamento, para executar o alinhamento do transmissor e do receptor.

O 524, era o elemento básico de uma família que assumia várias configurações tanto em viaturas quanto em embarcações. 

AN-VRC-46, composto de um RT-524; AN-VRC-47, composto de dois RT-524; AN-VRC-48, composto de um RT-524 e dois receptores auxiliares R-442.

No ano de 1992, se apresentou para servir na Divisão de Eletrônica o Sargento FN ET Evandro FERNANDES e o mesmo foi designado para trabalhar comigo no famigerado RT-524.

Da mesma forma como o Walcides me repassou seus conhecimentos sobre o equipamento, eu também repassei para o Fernandes, porém  com um detalhe importante: o manual de manutenção do equipamento escrito em inglês, já estava quase todo traduzido para o português além de ter resumo de alguns ‘macetes’ para resolução de problemas mais  comuns!

No início do ano de 1993 fui desligado  do  CRESUMAR para servi no Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal e aí passei integralmente a responsabilidade da manutenção  desta família de equipamentos  rádio ao  Sargento Fernandes, o qual tive o prazer de encontrá-lo no  Encontro  de Veteranos do CFN 2015 no  CIASC.

É isso aí!

Adsumus!
RT 524

Evandro Fernandes, Sylvio [mo] e eu no "Encontrão 2015, CIASC".

Liderança!



LIDERANÇA!

Quando incorporei nas fileiras do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil em 12 de junho de 1973 no Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, um dos assuntos mais comentados entre nós fuzileiros navais, era o emprego da liderança, em especial, a liderança pessoal.

O estudo da liderança envolve, além do conceito geral do que vem a ser liderança, também sua divisão em liderança pessoal e liderança de organização.

A liderança pessoal é aquela executada face a face, olho no olho, diretamente entre o líder e o liderado.

Já liderança de organização é uma liderança indireta, ela é exercida através de atos administrativos – memorandos, ordens do dia, enfim, por documentos normativos da administração empresarial, no setor civil/privado e na administração militar.

Pessoalmente, gosto mais da liderança pessoal visto que, é neste tipo de liderança que podemos avaliar as ‘energias’ das pessoas que lideram e das lideradas. Podemos sentir, diretamente, os efeitos das ações e ou ordens dadas para a solução de um problema ou situação qualquer do dia a dia no ambiente de trabalho.

Durante meus 28 anos de efetivo serviço no Corpo de Fuzileiros Navais, tive a oportunidade viver e conviver com oficiais e praças que, ao meu ver, foram e são grandes líderes!

Dos oficiais, quero citar o exemplo do Almirante FN Leitão.  Quem teve a oportunidade de servir na mesma unidade militar em que este oficial serviu, que seja como comandante da unidade ou oficial exercendo um outro cargo compatível com seu posto, há de concordar que o Almirante Leitão é um líder nato!

Conheci o referido oficial no final dos anos 70 e/ou início dos anos 80 no Batalhão Humaitá onde ele, no posto de Capitão-Tenente, era Ajudante da Seção de Operações e eu servia no Pelotão de Comunicações da Companhia de Comando, como SD-FN-CN. Depois nossos caminhos se cruzaram no Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, nos anos de 1994 e 1995. Ele, Capitão-de-Fragata, Comandante do Grupamento e eu segundo-sargento e sendo promovido a primeiro-sargento em 11 de junho de 1994, sob seu comando!

Neste período no Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, várias atitudes e comportamentos do então Comandante Leitão o consagraram como líder naval! No entanto, houve uma ação que me marcou neste período. Numa semana de adestramento na região de Muriú, litoral norte do Estado do Rio Grande do Norte, o então Suboficial FN-AT Erli, preparou uma pista de tiro instintivo e qual foi o primeiro militar a fazer a pista? Sim! Ele! O Comandante Leitão! Logo em seguida os oficiais presentes ao evento e eu fui o primeiro praça a fazer a pista.

Dos praças da minha época de serviço ativo e das diversas unidades militares por onde servi, existe uma lista imensa!

Nos anos de 1973 a 1976, do Grupamento de FN de Natal, lembro do Sargento FN IF Ernesto (o famoso ‘negão’ Ernesto!) que sempre nos motivava a estudar!

No período entre março de 1978 a junho de 1982, no Batalhão Humaitá, lembro da liderança do Sargento FN-CN Neto, militar disciplinado e disciplinador! Respeitado e admirado por seus subordinados, pares e superiores!

No Batalhão de Comando do Comando da Divisão Anfíbia, entre os anos de 1983 a março de 1986, lembro do Suboficial FN IF Barra, da CiaReconTer, dos Sargentos FN-CN Lopes, Salgado – aqui tem uma lista grande!

No período em que servi no então Centro de Reparos e Suprimentos Especiais do CFN – CRESUMAR destaco o Suboficial FN-CN/ET Ari, do Sargento FN-CN Wilson.

No período entre março de 1994 a fevereiro de 1999, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal, destaco o Suboficial FN-IF Dantas e do então primeiro-sargento FN-MU Sobrinho.

Até o próximo post!

Adsumus!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

NAVAL! VOCÊ ABANDONOU O POSTO?! KKKKKKK!

NAVAL! VOCÊ ABANDOU O POSTO?! KKKKKKKKK!!!!!!

Já escrevi aqui no blog nos primeiros posts que ingressei no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, no ano de 1973 no Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal e servi nesta OM até setembro de 1976 quando fui desligado para servir no Batalhão Paissandu, 3ºBtlInf/DivAnf, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Muito bem! Neste lapso temporal em que servi no Grupamento de FN de Natal, tomei conhecimento de um ‘causo’ interessante que ficou registrado na minha memória.

Quem serviu na Base Naval de Natal nos anos 60/70 deve lembrar que, até o ano de 1976, o Comando do 3ºDN era sediado em Recife e, neste ano, foi transferido para Natal e antes desta transferência, existia em Natal o “Comando Naval de Natal” cujo comando era exercido por um Contra-Almirante do Corpo da Armada e que a residência oficial deste comandante ficava na entrada do lado direito do portão de acesso à Base Naval de Natal.

No portão de acesso à residência oficial do Comandante Naval de Natal, existia uma guarita de madeira em que o militar responsável pelo controle de acesso à residência, se protegia das intempéries  [ chuvas, sol, etc...].

Numa certa noite, lá pela madrugada, o fuzileiro naval que estava de serviço neste posto, não foi substituído na hora certa [no jargão naval, o termo ‘substituído’ é ‘rendição’!] e de pronto o naval guarneceu a guarita e a carregou nas costas até a Sala de Estado onde fica o Oficial de Serviço, o Contra-Mestre e outros militares necessárioS ao serviço da Sala de Estado.

Após chegar à Sala de Estado, o naval colocou a guarita num determinado local e se apresentou ao Contra-Mestre da hora:

-Sargento! Não rui rendido! Cadê minha rendição?

O sargento de pronto exclamou:

- NAVAL! VOCÊ ABANDONOU O POSTO?! [nas leis e regulamentos militares, o abandono de posto é um crime militar gravíssimo, tendo severas punições!].

De pronto o naval respondeu:

- Não senhor! Não abandonei o posto! O posto está aqui! [KKKKKKKKKK!!!!!!] e mostrou a guarita de madeira ao lado da Sala de Estado.

O final da história, não lembro! Algum leitor(a) do blog que souber ou lembrar, favor completar o post usando a área de comentários, ok?

Abraços a todos(as) leitores(as) do blog e até a próxima ‘memória naval’! 

KKKKKK!!!!!!

Adsumus!


Trabalho de "formiguinha"!



CARTA DO POVO BRASILEIRO
BRASILIA, 15 de abril de 2015

Às suas Excelências senhores Deputados Federais, senhores Senadores, senhor Presidente da Câmara dos Deputados e senhor Presidente do Senado.

A democracia brasileira está fragilizada. A República está em risco. E o povo brasileiro está farto.
O povo cansou do desrespeito e da incompetência de alguns políticos e governantes brasileiros, e exige mudanças já.

AS RAZÕES

Vivemos um quadro assustador de corrupção no seio dos poderes constituídos. A corrupção é histórica, sim, e nem por isso admissível. Há 10 anos, porém, ela se tornou sistêmica e se institucionalizou na máquina pública em níveis sem precedência, como nunca antes visto. Um câncer a comer as entranhas já podres do país. Os sucessivos escândalos nos órgãos e empresas públicas vêm à tona e envergonham a nação. Agravado pela impunidade reinante, nós, cidadãos brasileiros, vivemos uma sensação de desesperança. A justiça não consegue cumprir seu papel de forma neutra e sem interferências de outros poderes. O Executivo, tentando proteger suas bases de apoio político, interfere no livre andamento das investigações que deveriam ser conduzidas imparcialmente pelo Judiciário. Quando passamos a acreditar que malfeitores pudessem ser penalizados, assistimos incrédulos ao tratamento privilegiado de políticos criminosos, que não mais se encontram onde deveriam estar: junto aos outros contraventores, presos. O Brasil, ao tratar de forma diferenciada políticos e trabalhadores, não conseguiu deixar de ser um país injusto.

A associação da corrupção à impunidade impede o Brasil de se tornar um país desenvolvido.

O povo brasileiro, cansado e indignado, quer dar um BASTA nisso.

A ineficiência da gestão pública é outro tumor maligno que adoece o país. É responsável por fazer do Brasil um país desigual, mais pobre e estagnado. O Brasil não suporta mais o inchamento, o amadorismo e o clientelismo das máquinas públicas, o conhecido “toma lá, dá cá”. No plano federal, as contas não fecham. A Lei de Responsabilidade Fiscal, depois de desrespeitada, foi alterada para acobertar o crime cometido pelo Governo Federal e pela Presidente. Obras, quando finalizadas, são entregues a custos inaceitáveis, ofensivos para os reais financiadores, os contribuintes. O excesso de servidores comissionados agride os cofres públicos e a mínima decência. Programas sociais são descontinuados. Os que continuam têm um claro e explícito ar eleitoreiro. Condenam os mais carentes à escravidão aos programas sociais em lugar de promover-lhes o crescimento. A lógica é da universalização dos benefícios e não das oportunidades. A saúde vive eternamente na UTI. 

Brasileiros morrem diariamente nas filas do SUS. A violência urbana cresce em escalada incontida, principalmente nas periferias, matando principalmente crianças e adolescentes, que perdem a vida na guerra diária das drogas. Mais de 50.000 mortes violentas por ano denunciam a falência completa da ordem pública. É uma guerra não anunciada. O sistema público educacional não consegue cumprir sua função maior de formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Não forma alunos preparados para ingressarem no ensino superior. Não capacita os jovens a serem profissionais qualificados. A economia enverga. Os empregos somem. A inflação cresce. A moeda se desvaloriza. Administra-se por contingências – em um eterno apagar de incêndios. Aumentam-se as tarifas, os preços controlados e os impostos. E o pior: para reparar seus maus feitos, o governo pede ao povo para pagar a conta da ineficiência.

Pagamos impostos a fundo perdido. Impostos que não voltam à sociedade na forma de serviços básicos de qualidade. Tributos, que deveriam servir aos interesses e necessidades do povo, principalmente dos mais carentes e necessitados, são desviados, via corrupção, para enriquecimento próprio, para o populismo, para a conquista e manutenção de poder.

O governo federal está sem rumo. O povo brasileiro, farto e escorraçado, quer dar um BASTA nisso.

No campo da moralidade, a ética e a decência desapareceram. A mentira passou a ser procedimento costumeiro nos pronunciamentos do governo federal à nação. A trama da manipulação de dados é um aliado habitual para justificar os consecutivos erros. Contabilidade criativa é o eufemismo que se usa para explicar o injustificável. Não existe transparência nos atos e nas contas. Não existe por parte do governo o reconhecimento dos equívocos e de suas fragilidades. Não existe pudor. A falta de vergonha com que se diz a mentira como se fosse verdade é cínica e abusiva. Assustadoramente, criamos uma geração de crianças e jovens que assistem à mentira como padrão de comportamento de governantes, geralmente acompanhados de enriquecimento pessoal. Exemplo maior ocorreu nas eleições de 2014, quando a presidente Dilma Roussef deflagrou o mais escancarado estelionato eleitoral da história do Brasil. O partido do governo, além de ser conivente com estas práticas, trata seus membros criminosos como ídolos, e continua a lhes atribuir poder. O Partido dos Trabalhadores teve 13 anos de poder para mudar o Brasil, conforme prometeu em sua carta ao povo brasileiro em 2002. Ele recebe agora, do mesmo povo, uma carta que repudia a situação na qual o país foi deixado.

O povo brasileiro, desrespeitado e inconformado, quer dar um BASTA nesse estilo ilegal, ilegítimo e antiético de fazer política.

Esconde-se do povo inaceitáveis associações internacionais que ameaçam a democracia. O governo brasileiro patrocina, através de supostos investimentos e aberta ideologia partidária, países totalitários e populistas, organizados através do Foro de São Paulo. Este clube reúne todos os partidos de extrema esquerda da América Latina e Caribe, além de possuir visíveis indícios da participação de organizações criminosas e terroristas, como as FARC. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com forte influência no atual governo para o qual fez campanha, vem há anos, neste clube, idolatrando as práticas de líderes totalitários, entre outros da Venezuela, como Hugo Chavez e Nicolas Maduro.

O povo brasileiro não mais ignora este projeto, e educa-se politicamente para discernir o certo do errado. 

Quem deveria resolver estes graves problemas do Brasil?

A REPRESENTATIVIDADE

Como representantes legitimamente constituídos pela sociedade, resta a Suas Excelências o DEVER de atuar na solução destes problemas.

A trágica realidade brasileira, agravada por um sistema político com fortes traços populistas, e que não tem a sociedade como principal beneficiário, vem há uma década indignando o povo brasileiro, que não mais aceita ser apenas um coadjuvante no projeto do governo.

E O POVO ACORDA

Cansado deste cenário frustrante, ao longo dos últimos anos, vários movimentos democráticos e apartidários lideram nas redes sociais campanhas maciças de conscientização do povo para as grandes questões políticas e sociais. Em 2013, grupos saíram às ruas em protesto contra atos do governo federal, da classe política e do judiciário. Diante da situação que passou de grave a inaceitável, a partir de outubro de 2014 movimentos passaram a sair às ruas de forma consistente e organizada. Até fevereiro de 2015, foram seis manifestações de massa, e vários atos públicos simbólicos em dezenas de cidades por todo o país.

Diante da ausência de resposta do governo e do Congresso, em março e abril de 2015, num espaço de quatro semanas, o povo saiu às ruas nas duas maiores manifestações espontâneas da história da América Latina. Elas ocorreram em mais de 450 cidades por todo o Brasil, em todas as regiões. Trouxeram às ruas mais de três milhões brasileiros de todas as classes sociais, indignados com o desrespeito do governo e da classe política. A voz das ruas é uníssona: desaprovação ao governo federal; solicitação de julgamento neutro e condenação de todos os envolvidos em crimes de corrupção; repúdio e revolta às manobras descomprometidas com a justiça e a verdade, protagonizadas por membros da mais alta corte da justiça brasileira.

Os históricos protestos, mesmo envolvendo milhões de pessoas, foram pacíficos, democráticos, cívicos e ordeiros. O povo vem às ruas na esperança de ter sua voz e seus pleitos ouvidos por aqueles que constitucionalmente estão na condição de representantes de seus interesses. Verdade legal que, hoje, desperta dúvida real, uma vez que o próprio representante que não dá a devida atenção a tais pleitos põe em questionamento tal legitimidade.

Note-se que para cada uma das grandes manifestações de março e abril, o Governo Federal e o Partido dos Trabalhadores também chamaram, em datas próximas, seus simpatizantes para virem às ruas. Em março, o número de pessoas pró governo foi 40 vezes menor que os manifestantes contra o governo. Em abril foi 100 vezes menor, e acompanhado de violência.
A proporção entre os movimentos de rua pró e contra governo demonstra o sentimento e o posicionamento da sociedade diante da grave situação política, econômica e ética do país. Diante disso, os representantes do povo devem agir.

PROPOSTAS CONCRETAS

Atendendo a urgência que o momento exige, vimos neste instante apresentar ao Congresso Nacional a primeira pauta de reivindicações da agenda construtiva para um novo Brasil:

1) Enfrentamento real da Corrupção através do fim da impunidade

a) Aprovar, prioritariamente, as 10 medidas de combate à corrupção apresentadas pelo MPF;

b) Submeter os acordos de leniência à anuência do Ministério Público;

c) Apoiar incondicionalmente o Juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal, e a Polícia Federal às investigações da Operação Lava Jato;

d) Agravar as penas para corrupção, aprovando-se o projeto de lei 915, que cria o crime de Lesa Pátria;

e) Fortalecer a Polícia Federal para combater a corrupção;

f) Indicar servidores concursados, de carreira, idôneos, com amplo reconhecimento e competência comprovada para os cargos do STF, STJ, TCU, STM, MPF e TSE, com prazo de mandato definido e com posterior quarentena;

g) Senado exercer papel de controle efetivo da capacidade dos indicados, por meio da sabatina, com critérios objetivos de imparcialidade, convidando técnicos da OAB, CNJ e MPF para compor o grupo avaliador;

h) Afastar o Ministro Dias Toffoli do STF e TSE por não atender ao critério de imparcialidade.

2) Presidência da República

a) Pedir ao STF e ao Procurador Geral da República a abertura de investigação por crime comum da cidadã Dilma Vana Roussef;

b) Apreciar com transparência os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Roussef apresentados ao Congresso.

3) Choque de ordem e transparência na gestão pública

a) Abertura total dos contratos de empréstimos realizados pelo BNDES, fim de empréstimos do BNDES a outros países e a empresas doadoras em eleições. Rejeição da MP 661;

b) Reduzir o número de ministérios, o número de cargos comissionados e o tamanho da máquina pública;

c) Transparência nas contas de todas as empresas públicas ou com participação societária do estado brasileiro;

d) Total transparência e redução dos gastos de parlamentares e governantes, incluindo os cartões de crédito governamentais;

e) “Revalida” para todos os médicos estrangeiros atuando no Brasil;

f) Redução e simplificação dos impostos.

4) Educação

a) Qualidade total na educação básica, sendo a mesma universal e meritocrática;

b) Fim da doutrinação ideológica e partidária nas escolas. Aprovação do PL 867/2015, “Escola Sem Partido”.

5) Ajustes no processo político eleitoral

a) Maior justiça, legitimidade e representatividade nas eleições pela implantação do Voto Distrital;

b) Eleições com registro eletrônico e impresso do voto, auditáveis por empresa idônea e partidos;

c) Revisão do financiamento público de campanhas. O Estado não suporta mais patrocinar a atual farra eleitoral;

d) Mandato único – Fim de reeleição para todos os cargos executivos.

É importante frisar que novas pautas serão apresentadas e outras complementadas, nas próximas semanas, vindas do diálogo com as ruas, e conduzidas pelos vários movimentos democráticos, ressaltando que repudiamos qualquer tipo de controle da mídia ou limitação na liberdade de expressão irrestrita de todo e qualquer brasileiro.

O POVO QUER AÇÕES, NÃO PROMESSAS!

A expectativa do povo brasileiro é que o Congresso Nacional não os abandone em seu dever moral e constitucional, encaminhe e execute estas demandas do povo brasileiro. Cada parlamentar, individualmente, deve se comprometer publicamente com o povo a promover esta execução de forma sistemática e organizada, com agenda e pauta, e encaminhar as demandas com a rapidez que o momento exige. Não queremos discursos, nem promessas. Queremos ação efetiva em busca de soluções que signifiquem avanços políticos e sociais para o Brasil através dessas demandas. Queremos proatividade, rapidez, objetividade e determinação em executá-las.

As bases para a construção de um novo presente e futuro para nossa nação estão lançadas. Elas levarão nosso país para onde os brasileiros já mereciam estar há muito tempo.

Acabou-se o tempo do conformismo. Os trabalhadores brasileiros não mais tolerarão políticos que governam para causas próprias. Não mais assistirão impassíveis às manobras que visam a manutenção do poder. Não mais aceitarão um governo mentiroso.

BASTA de desrespeito.

Estaremos atentos às ações do Congresso a partir de hoje, para observarmos qual a prioridade que ele dará à execução expressa das reivindicações das ruas. Estaremos igualmente atentos às ações do Executivo e do Judiciário, que têm papel de protagonismo em várias das reivindicações apresentadas. Os resultados efetivos que os três poderes atingirem na execução das demandas apresentadas levarão os brasileiros a decidir como proceder daqui para frente.

Os Movimentos de rua que aglutinaram milhões de brasileiros indignados, continuarão a atuar quando necessário, seja em caráter de massa ou local, sempre de forma ordeira, constitucional, e incisiva.

Exigimos um país politicamente mais ético, economicamente mais forte, socialmente mais justo. Não aceitaremos nada menos do que isso.

Um Brasil do qual seu povo, nesta e nas próximas gerações, possa finalmente se orgulhar.

Brasília-DF, 15/04/2015
Movimentos signatários:
Acorda Brasil
Avança Brasil
Basta Brasil
Chega de Impostos
Eu Amo o Brasil
Instituto Democracia e Ética
Movimento 31 de Julho
Movimento Acorde
Movimento Brasil Contra a Corrupção
Movimento Cariocas Direitos
Movimento Cidadania Brasil
Movimento Fora Dilma
Movimento Jovens Transformadores
Movimento Muda Brasil
Movimento Pró Brasil
Movimento Quero Me Defender
Movimento Voz do Brasil
Muda Brasil
Nação Digital
NasRuas Contra Corrupção
Organização Contra a Corrupção
Pátria Livre
Reage Brasil
Vem Pra Rua

Adsumus!
Nota: os grifos são nossos!