quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Avatar!



Avatar!

O que é um(a) Avatar(a)?   

Conforme o budismo, os(as) Avatares são seres especiais que vêm aqui no nosso planeta terra quando estamos passando grandes dificuldades éticas, morais, sociais, ... Para nos legar uma filosofia de vida, uma religião, um caminho que nos eleva espiritualmente ao encontro do “Ser Eterno”, do Criador Incriado, do Deus do nosso coração,...

Um Avatar é um ser que não tem ‘carma’ a resgatar.  São seres dotados de ‘poderes especiais’ que transcendem ‘a nossa vã compreensão’ em função de termos uma vida materialista, só pensamos no dinheiro, no poder, em comprar o último lançamento deste ou daquele ‘smartphone’, automóvel,...

É difícil se identificar um Avatar em função de que ele(a) nunca se identificará como tal.  Você, Caro(a) Leitor(a), para ter acesso e/ou identificar um(a) Avatar(a) tem que ser muito puro de espírito!  É uma grande honra para quem tem acesso a um ser desta natureza, pois seus ensinamentos nos levam a transcender a tudo que existe no universo!  Conduz-nos a compreender e responder àquelas questões que afligem a humanidade desde seus primórdios: de onde vimos, para onde vamos, quem somos, qual é meu dever para com a humanidade, com o planeta terra, com minha esposa/companheira, meus filhos,...

Portanto, prepara-te para quando ‘Ele(a)” surgir, pois ‘o mestre só aparece para o discípulo que está preparado para receber a mensagem’.

Adsumus!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Comunicações 100%!

No período em que servi no Batalhão Humaitá, havia umas operações anfíbias nucleadas num batalhão de infantaria - as famosas "Anfibiex".

Numa dessas operações anfibiex, o Oficial de Comunicações/Comandante do PelCom, determinou que fosse feito um treinamento com o pessoal das comunicações, os operadores de rádio, no sentido de que, além do manuseio normal da operação dos equipamentos, deveríamos treinar mudança de frequências [canais] e de indicativos fonia das diversas estações rádio, em horários pré estabelecidos e em horários aleatórios.

Quem estudou ou viveu as comunicações numa Operação Anfíbia, sabe o grau de complexidade que é organizar as comunicações para atender todos os níveis de comando e controle de um teatro de operações anfíbias.

O rádio é largamente empregado em função da sua versatilidade, porém, em função das diversas situações climáticas em que os Fuzileiros Navais operam num desembarque anfíbio, os rádios devem atender parâmetros capazes de suportar estes diversos tipos de 'stress' a que são submetidos.

Nesta anfibiex conseguimos manter as comunicações funcionando antes, durante e até o 'câmbio final'.  A mudança de frequência [canal] e indicativos fonia em horários pré estabelecidos e aleatórios, foi um sucesso, visto que, conforme relatório posterior do pessoal da Guerra Eletrônica, estas medidas foram extremamente eficazes para dificultar o rastreio das diversas redes rádio pelo pessoal da radiogoniometria 'inimiga'.

Desta operação, ficou na minha memória uma frase do Sargento Alfeu, um CN oriundo do antigo quadro de sinaleiros [SI] conforme citado aqui, após nosso regresso ao Batalhão Humaitá, ele reuniu o pessoal envolvido na operação e teceu alguns comentários/críticas: "Estou com a alma lavada!  Agora posso pedi minha passagem para a reserva remunerada e dizer que participei de uma operação anfíbia em que as comunicações rádio 'falaram' do início ao fim"!

É lógico que a eficiência, eficácia e a efetividade são objetivos que devem ser perseguidos por todos os profissionais em seus respectivos ramos de atividade.

É difícil?  Sim!  Mas não é impossível!  Trabalho, determinação, estudo, ... são os ingredientes que levam ao sucesso!

Fiquei feliz em ter participado daquela anfibiex dando minha pequena parcela de colaboração ao sucesso das comunicações rádio do Pelotão de Comunicações da Companhia de Comando do Batalhão Humaitá.


Adsumus!




A 1ª OpAnf nunca se esquece! KKKKK!

A primeira Operação Anfíbia que participei, aconteceu em dezembro de 1974, na região de Serinhaem, Pernambuco. [aqui tive que consultar minha CR fim colher os dados da data!  KKKKK!!!!]

Embarcamos no porto de Natal, RN, no Navio Desembarque de Carros de Combate - NDCC Garcia D'Avila e partimos para a região do desembarque.

Se não me falha a memória, eram dois pelotões de FN: um comandado pelo 1ºTen(A-FN) Alcides e outro pelo 1ºTen(A-FN) Nóbrega.

A travessia se deu normal.  Quem já embarcou nestes tipos de navios sabem que eles costumam 'balançar' muito em função de terem seus calados pequenos visto que, para desembarcar as viaturas, eles precisam 'abicar' na praia, ou seja, se aproximam da praia e descem uma rampa pela qual as viaturas e pessoal desembarcam para terra.

No dia "D" e na hora "H" se deu a abicagem com o consequente desembarque dos dois pelotões fazendo uma rápida progressão no terreno, cumprindo as condutas previstas para este tipo de operação.

Após 'a conquista do objetivo', o tenente Alcides reuniu o pessoal envolvido na operação e fez uma rápida palestra sobre o conceito das Operações Anfíbias.  Logo em seguida, reembarcamos e fizemos a travessia de volta para Natal, RN.

Mas o que ficou na minha memória de mais importante neste desembarque é que, o navio fez uma abicagem tão perfeita que, no momento do desembarque do pessoal, nem se que molhamos os solados dos boots!  KKKKKKK!  

Um desembarque anfíbio por superfície sem molhar os boots é um "milagre"! KKKKKKK!

Adsumus!

domingo, 5 de janeiro de 2014

O CB-FN-CN-Lírio e as Comunicações Visuais.

Quem serviu no Pelotão de Comunicações da Companhia de Comando do Batalhão Humaitá - 2ºBtlInf/DivAnf, dos anos 70 aos 80, conheceu o Cabo Lírio.

O Cabo Lírio era um 'comunicante' (CN) oriundo do antigo quadro de telgrafistas (TL) que, junto com os sinaleiros (SI) compuseram, no início dos anos 70, o atual quadro de Comunicações Navais do Corpo de Fuzileiros Navais. Os telegrafistas e sinaleiros faziam os curso de especialização destes quadros, até o final dos anos 60, no Centro de Instrução Almirante Tamandaré (CIAT) no bairro das Quintas em Natal, RN que, atualmente, é ocupado pelo Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal.

Os telegrafistas e sinaleiros estudavam o funcionamento e operação do Sistema de Comunicações da Marinha de formas a garantir o fluxo de mensagens entre todas Unidades Militares da Marinha.

Os telegrafistas estudavam a transmissão e recepção dos sinais morse em sua forma sonora, sinais de áudio, de maneiras que o alfabeto criado por Samuel Morse pudesse ser usado para transmissão e recepção das mensagens.

Já os sinaleiros estudavam a transmissão e recepção dos sinais morse em sua forma visual, o uso de lampejos de faróis para transmissão e recepção do alfabeto Morse, além, de operar os sinais por bandeiras.

Durante o curso de telegrafista, o Cabo Lírio aprendeu, em estudos extra-curricular com os colegas sinaleiros, a transmitir e receber mensagens por meios de lampejos e este conhecimento extra o ajudava em situações especiais como a seguinte:

Estava o Batalhão Humaitá numa praia do Estado do Espírito Santo, aguardando para reembarcar fim fazer a viagem de retorno às suas instalações na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, RJ.  Era noite e um dos navios que estavam ao largo da praia, começou a emitir sinais de luz para a praia de maneiras que o Cabo Lírio, ao perceber os lampejos, notou tratar-se de sinais morse transmitidos para o pessoal que estava na praia.  O cabo pegou uma lanterna e começou a se comunicar com o sinaleiro que estava a bordo do navio, de formas que houve a transmissão de uma mensagem de alta relevância, naquele momento, para o pessoal que estava em terra.

Eis mais uma prova inconteste da importância do conhecimento, do estudo, da pesquisa, de se obter a informação, conforme já publicado aqui!


Adsumus!